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Mostrando postagens de agosto, 2017

Livro: Patinhas Frenéticas

Olá Pessoal, Agosto é conhecido como o mês do cachorro louco. Isso pois agosto é um período climaticamente propício às cadelas das redondezas entrarem no cio e os cachorros serem protagonistas de muitas situações absurdas, engraçadas e literalmente loucas. O meu primeiro livro " Patinhas Frenéticas ", quer celebrar o “ Agosto, o mês do cachorro louco ” contando situações reais acontecidas com vários cachorros. Em dez contos curtos, este livro mostra a força e a fragilidade dos nossos melhores amigos: os cães. Criaturas estas por vezes brincalhonas, corajosas,  sentimentais e protetoras. Em "A chegada", um cachorro de rua é o mais novo membro de uma família, mas poderá ele se adaptar ao seu novo lar? "O confronto" é a fuga de dois amigos caninos que irão encarar um forte inimigo. Em "O assassino, a sobrevivente e o mural de frases soltas", ocorre um massacre onde existem sobreviventes. "A força" fala da felicidade e da força d...

Conto: Carinho de leve

A morte de um familiar e a disputa pelos objetos do mesmo por vezes faz com que tenhamos uma sobrecarga de sentimentos. Pode uma rápida terapia canina amenizar essa dor? Confira neste conto como se desenrola esta história! Quando os interesses pessoais falam mais alto, por vezes a instituição família é afetada. Meu pai morreu já fazem 9 meses, mas ainda sou obrigada a todos os dias ir na casa dele para ajudar a remover os objetos de dentro da casa. Vamos vender a casa, então eu e meus outros 4 irmãos estamos fazendo uma limpa: removendo todos os móveis, roupas e objetos de dentro de casa. Acho que a parte mais difícil será quando tivermos que remover o orquidário. Apesar de já termos removido umas 50 orquídeas, falta remover mais outras 100. O problema é o espaço, onde colocá-las? Quem tem espaço para tantas orquídeas? Num desses dias, fui à casa do meu pai e vi um cachorro na casa ao lado. Ele era forte apesar do porte médio e tinha uma cor preta que brilhava no sol. Era realmen...

Conto: O assassino, a sobrevivente e o mural de frases soltas

Quando um instinto fala mais alto, um assassinato acontece e o assassino pode ser seu melhor amigo. Será que alguém pode sobreviver ao ataque? Confira neste conto! Ele era muito divertido. Pegava todas as bolas que jogávamos. Apenas quando cansava ou quando estava muito quente é que pegava a bola e voltava para casa para tomar água, deixando a bola ao seu lado enquanto descansava. A maior diversão dele era fazer com que corrêssemos atrás dele para pegar a bola. Era muito fácil se divertir com ele pois na falta de uma bola, qualquer folha seca maior ou galho serviam para a diversão. Por ser preto, quando era muito quente ficava pouco tempo ao sol. As brincadeiras, durante o verão, duravam somente até a temperatura corporal dele permitir, o que por vezes não passava de quinze minutos intensos. Por ser tão bom com a bola, não demorou a agradecer pela comida, água e abrigo que recebia, presenteando-nos algum animal morto na frente do carro do meu pai. Estranhamos a atitude dele, p...

Conto: Proposta de girico

O casamento de Pedro e Joana se aproxima, mas a casa onde vão morar ainda não está definida. Neste meio, começa uma saga em busca da casa, onde receberão desde propostas bacanas até uma proposta absurda. Será que o casal encontrará sua casa? Leia este conto, que está dividido em 4 capítulos, e descubra as propostas que o casal receberá. 😉 Capítulo 1 - Em busca de uma casa Joana e seu noivo estavam tensos. Faltava seis meses até o casamento deles e ainda não tinham definido onde morar após o casamento. Morar com os sogros não era uma opção. Queriam privacidade e começar a vida a dois com pessoas já se intrometendo na nossa vida não seria legal. - Já te falei que eu deixo uma das casas de aluguel vaga para vocês morarem. - Falava o Seu Gonçalo, pai da Joana, vez ou outra quando o casal tocava no assunto perto dele. - Eu sei pai, mas é muito fora de mão para mim e para o Pedro. O caminho para as casas de aluguel é o dobro do caminho que percorremos hoje até o trabalho. - Apó...

Conto: Por falta do guarda-chuva

Pode ainda ser uma minoria, mas o número de mulheres que trabalham no setor de informática está aumentando. Sempre existe a primeira, a precursora da empresa, o primeiro colírio em meio ao império masculino. Elas começam pequenas e quando os homens veem, já estão brigando de igual para igual com as mulheres. Neste meio, o preconceito deve ser vencido, mas até que isto ocorra boas histórias são contadas. "Por falta do guarda-chuva" é uma história dividida em dois capítulos de uma estagiária que cresceu, mas até lá passou por uma situação engraçada. Confira neste conto! 😃 Capítulo 1 - A garota precursora Havia pouco tempo que ela começou a trabalhar aqui. Era o seu primeiro emprego. De maneira alguma queria ela fazer feio frente a tantas pessoas ainda desconhecidas. Uma garota para este trabalho era raro. Quando eu dizia para meus amigos que uma garota tinha começado na empresa, logo vinham as piadas: - Só pode ser feia! - Diziam meus amigos. Logo emendavam - Se for ...

Conto: A louca da bola de cristal

Faziam 3 dias que havíamos descido do terceiro para o segundo andar e estava sendo um inferno. Uma equipe de sete programadores e uma testadora havia sido emprestado da equipe de desenvolvimento para a equipe de customizados, ou se preferir: fábrica de software. As pessoas das equipes de marketing e vendas nos olhavam como se fossemos ogros ou extraterrestres. Éramos uma distopia em meio a saltos alto e roupa social. Nossas atividades junto ao desenvolvimento não estavam completamente acabadas então era comum, nesses três dias, que uma gerente de projetos ou um arquiteto de software vinham conversar conosco para discutir ou revisar algo que havia sido feito enquanto desenvolvimento. Para completar, eu havia sido contemplada com uma mesa onde o armário abaixo da mesa estava trancado. Procurei chaves que pudessem abrir o armário para poder colocar minha bolsa e meus pertences no armário, mas nenhuma chave que eu encontrava o abria. Por fim, naquele terceiro dia o homem que cuida do...

Conto: Um menino abandonado no mundo

Amanhã faz um mês que Wagner foi deixado só no mundo. Nos primeiros dias dava de ver o medo em seus olhos e as olheiras das noites mal dormidas, possivelmente com as cenas daquele horror passando em sua cabeça. Agora até parece normal, brincando no parquinho com as demais crianças. Pensativa indaguei: - Do que será que ele se lembra? - Ele quem? Perguntou a professora do orfanato mostrando total indiferença. - Do Wagner. Do que será que ele lembra daquele dia? - Não sei. Talvez já tenha esquecido. Fiquei incrédula olhando aquela mulher me dizendo isso. Não conseguia acreditar que, mesmo sendo uma criança de 5 anos, como o Wagner poderia esquecer daquela crueldade feita com sua mãe que quase o pegou? Retruquei: - Não acho que seja possível. Apesar dele ser uma criança, ele viu a mãe pedindo socorro sendo morta pelo pai. - Ele já deve ter esquecido. Veja como está brincando. - Ele viu o pai matando a mãe a facadas! - Talvez ele se lembre de algo, mas quem sabe se ...

Conto: Um copinho de perigo amarelo

Veio um garçom oferecendo um copinho, daqueles de plástico que compramos em camelôs de produtos chineses, contendo abacate batido com um enfeite de camarão. Horas, eu estava acostumada a comer abacate doce com limão de sobremesa, de repente sou apresentada a um abacate salgado. Pior; abacate salgado com um enfeite de camarão no copinho. Não que fosse ruim, mas para mim era uma iguaria que foi seguida por outra iguaria: um prato estranho de arroz negro com mais alguma salada desconhecida para mim. Pensei ser só eu a estranhar o almoço vegetariano do casamento chique em que eu e meus cunhados estávamos. Para quebrar o gelo que se instaurava, começamos a contar piadas após o almoço em volta da mesa. Estas duravam pouco: a comida tinha sido chique demais e todos ainda estavam com fome. A noiva então trouxe a sua irmã para a nossa mesa, que estava deslocadamente sozinha até então. Esta não estava entendendo nossas piadas de contextos catarinenses e não demorou a encontrar companhia melho...