Júnior está ansioso para ir ao escoteiro naquele dia. Quer saber qual será a atividade feita com o seu grupo de lobinhos hoje. Seu irmão desdenha da atividade ao chegar no local, pois já sabe como funciona a atividade de primeiros socorros. Será que Júnior seguirá ansioso até o final da atividade? Leia e confira! 😃
Hoje seria mais um dia incrível: dia ir no escoteiro. O que será que teria hoje? Seria fazer alguma coisa de Bambu? Da última vez fizemos mesas e cabanas de Bambu no sítio ao lado do escoteiro. Poderíamos fazer uma trilha também. Pensando nisso, vou lá buscar meus tênis.
- E uma caçada? - Falei pensando em voz alta.
Nossa, isso seria demais! Tomara que seja uma caçada! Só não caça às Nhonhas, porque essas eu já sei que não existem.
- Tomara que vocês vão atrás das Nhonhas. - Falou meu irmão, rindo. - Tomara que ela coma todas as criancinhas chatas do teu grupo de lobinhos.
- Nhonhas não existem! - Respondi bravo. - Não sou tão burro!
- Mas até mês passado você acreditava.
- Mas eu já cresci!
Meu irmão estava se divertindo. Irmão mais velho é sempre assim?
- Já está na hora de acordar o pai? - Falei eu ansioso.
- Não, ainda faltam 5 minutos.
- Mas ele sempre atrasa.
- Então vai lá horas.
Saí correndo até o quarto dos meus pais e pulei na cama.
- Vamos pai. Vamos pai. Está na hora! Vamos nos atrasar.
- Já vou. - disse meu pai ainda dormindo.
- Tu tá dormindo. Vamos, acorda! - Falei puxando o meu pai pelas mãos, tentando tirá-lo da cama.
- Ok, ok, ok. Já estou indo, ok? Vai lá colocar seus tênis e se trocar. Já estou me levantando.
- Eu já estou pronto. Vem logo pai.
Meu pai abriu os olhos, esfregou eles e fez uma força de urso para sair da cama. Depois que me certifiquei de que meu pai estava acordado, sai correndo novamente até meu quarto.
- Já tais pronto Luiz?
- Já.
- Você ainda não colocou os tênis.
- Vou colocar assim que o pai estiver pronto.
- Você está pronto Luiz? - Perguntou meu pai aparecendo na porta. E continuou dizendo - Vamos?
- Está bem, vamos.
O caminho até o escoteiro era perto. Chegando lá vi uma daquelas caixinhas de plástico com uma cruz vermelha. Os líderes do escoteiro estavam todos com camisa branca. Alguns até com um boné ou chapéu branco. Estava bem esquisito.
- Ah não, primeiros socorros. - Disse meu irmão.
- Primeiros socorros? Vamos socorrer alguém?
- Vocês vão brincar de polícia e ladrão ou qualquer outra coisa, e vai acontecer algum acidente.
- Eles vão me machucar? - Perguntei com medo.
- Não, tu faz de conta que se machuca, e eles vão ensinar como cuidar da pessoa.
- Ah tá.
Era brincadeira de polícia e ladrão. Eu corria rápido. Na verdade, eu acho que sou um dos mais rápidos da minha turma. O Cesar foi o escolhido para ser o primeiro ladrão. Quem ele encostasse teria de se fingir de ferido, e os dois instrutores da turma viriam socorrer, aí toda a nossa turma tinha que ir lá ver eles socorrendo. O Cesar pegou o André, que fingir que tinha sido roubado e tinha machucado a perna. O tio instrutor colocou o André na maca e a tia instrutora se abaixou para fazer o curativo. Ela não era uma adulta velha, era bem bonita na verdade. Eu estava do lado dela e vi ela se abaixando. Será que dava de ver algum peitinho dela?
- Deu pra ver alguma coisa André? - Perguntei curioso.
- Deu pra ver o que? - Perguntou ele confuso.
- Deu pra ver o sutiã da tia?
- Não vi.
Agora o André era o ladrão. Ele era muito devagar, mas aí pegou a Júlia. Me posicionei de frente pra tia instrutora e vi ela se abaixando. Poxa, talvez dê pra ver algo. Será? Agora a Júlia era a ladra. Foi nessa hora que saquei que eu tinha que conferir de outro ângulo. Saí correndo do ladrão bem devagar. Ela tinha saído correndo atras de outra menina, mas eu queria muito ser a vítima. Saí correndo na direção da outra menina, que eu não lembrava do nome, e então corri bem devagar na frente da Júlia.
- Te peguei! - Berrou ela para mim.
Fiz uma cena de que tinha sido atingido na barriga, apesar da Júlia ter me acertado no braço, e caí no chão.
E lá vieram os instrutores de novo: o tio me colocou na maca e começou a falar e então a tia começou a explicar como era o curativo na barriga. Fiquei olhando para a blusa dela. Não dava de ver direito, mas num movimento vi de relance meu primeiro par de peitos ao vivo. Claro que ela estava usando um sutiã, mas não importa. A minha realização estava completa.
- E então? Como foi? - Perguntou meu irmão.
- Foi muito legal!
- Você gostou? - Indagou meu irmão, um pouco incrédulo.
- Claro. Você já foi a vítima?
- Não. Eu não queria ser enfaixado. Eu preferia correr e não ser pego.
- Então você não via os peitos da tia instrutora.
- O que? - Perguntou meu irmão incrédulo - Tu viu peitinhos é? - Meu irmão abria um sorriso - Meu irmãozinho se fez de vítima pra ver peitinhos?
- Umas cinco vezes - completei eu rindo.
- Não acredito. - Disse meu irmão, rindo - Eu nunca pensei nisso. Tu és esperto maninho!
- Tomara que tenha de novo mês que vem.
- Tomara que tenha na minha turma, isso sim Júnior.
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